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Conheça mais sobre as tradições

 
Andaluz

 

A palavra "Al Andaluz" refere-se ao cruzamento histórico entre a Espanha e a África do Norte árabe durante o período otomano (1200).

Cada um dos países influenciados tem seu próprio estilo de danças andaluz, a maior parte destas refletindo as danças da corte realizadas por artistas profissionais.     

A música é considerada clássica e executada por uma orquestra com cantores, instrumentos de cordas, sopro e percussão, executada originalmente para grandes califas, reis e sultões.

A palavra Muwashashat (Muwashahat no singular / Mwuashahah no plural) em árabe clássico significa "cinto", aquilo que envolve mas também refere-se a um gênero musical da música clássica.     

A “Dança Andaluz” era apresentada em palácios reais, nos grandes eventos, e por isso é mais sóbria do que as outras danças folclóricas. A música para a “Dança Andaluz” é bem melódica e a bailarina apresenta muitas poses, passos de deslocamento, giros, movimentos de braços, mãos e quadris sutis.     

As dançarinas vestiam-se de forma suntuosa com vestidos com mangas em forma de sino, bem comportados, com calças bufantes e sempre com a cabeça coberta com um véu fino. Usavam um coque nos cabelos. Avançavam a passos ligeiros e seus braços desenhavam graciosos arabescos, os quais ilustravam a melodia. Dança que originalmente era executada somente por mulheres.    

Característica principal: Elegância e Fluidez

 
Hagalla

 

O significado desta dança, em árabe, é saltar, pular e celebrar.

Normalmente, é realizada em festas, casamentos, noivados e em época de colheitas. A Hagalla é uma dança de origem beduína (Bedouin quer dizer habitantes do deserto e são originários da Arábia).     

Hagall è um pássaro que quando voa pelo deserto do Sinai faz uma divertida caminhada na areia quente.   

Hagalla é uma forma de dança que foi pesquisada por Mahmoud Reda, por volta de 1966, na região conhecida como Marsa Matruh, no Egito. Além de Marsa Matruh, essa forma de dança também é encontrada no oásis de Siwa e ao leste da Líbia.     

A dança Hagalla tem um caráter descontraído. É uma brincadeira, na qual uma ou mais bailarinas dançam ao redor de grupos de espectadores que competem entre si, através de palmas, chamando a atenção delas. O grupo que bater palmas mais fortes ganha a atenção da bailarina, que, então, vai de encontro a eles.     

Para dançar Hagalla, a bailarina utiliza passos com bastante soltura de quadril e uma interpretação alegre e descontraída, fazendo brincadeiras e interagindo com o público e as demais bailarinas.  (tradicionalmente se utiliza o  Rito Falahi).     

Os trajes típicos são vestidos, sapato e lenço na cabeça.

 
Dança com Flores

 

Dança festiva e comemorativa, na qual a bailarina dança com um cesto de flores ou de pétalas de flores.     

Esta dança surgiu na época em que as camponesas egípcias trabalhavam na colheita de flores durante a primavera, e para amenizar o trabalho, cantavam e dançavam.  Mais adiante, tornou-se uma dança comum nas festas populares.     

É uma dança delicada e alegre. Usada para começo ou abertura de shows, bem como para comemorações especiais como dia dos namorados, dia das mães. Sugere-se dançar ao som de músicas alegres e delicadas e que tratem de temas relacionados a flores ou colheitas.     

Preferencialmente usa-se vestido, lenço na cabeça, características de vestimentas folclóricas.     

A entrega de flores ou pétalas ao público durante a dança acrescenta um charme à apresentação.

 
Raks el Assaya - Dança com Bengala

 

Em regiões interioranas os pastores traziam rebanhos com cajados de madeira nas mãos e com ele dançavam nas festas com movimentos que mais pareciam uma luta do que uma dança.          

 As mulheres, como forma de representação destes pastores, começavam a dançar com os cajados de madeira nas mãos satirizando os homens. Com o tempo, a dança do bastão feminina consolidou-se.     

O TAHTIB (dança com bastão sem curva) possui características marciais, é um duelo em forma de dança no qual  demonstra  força e agilidade.   

 O RAKS EL ASSAYA  exige bastante destreza da bailarina, realizando movimentos graciosos, no qual a bengala é utilizada como uma moldura para os movimentos corporais.     

Essa dança folclórica é proveniente da região de Saaid, no alto Egito, por isso utiliza-se para dançá-la o ritmo chamado Said.   

 Para reforçar o caráter folclórico da dança utiliza-se vestido cobrindo o ventre, pode se utilizar chadores de moedas e telas cobrindo o corpo.

 
Raks el Nile - Dança do Jarro

 

A Raks el Nile ou Dança do Jarro popularizou-se com um bailarino chamado Mahmoud Reda, que começou a levar para os palcos parte da cultura árabe, representando assim, muito do seu cotidiano.   

Trata-se de uma dança com ligação ao elemento água, estilo que pode ser praticado de duas maneiras: como ritual e no folclore.

Como uma dança folclórica, a bailarina representa e interpreta a rotina das beduínas, que caminhavam de sua tenda até o oásis, onde descansavam, refrescavam-se com a água do rio, pegavam um pouco de água em seus jarros e retornavam à sua tenda.     Como ritual, as mulheres cultuavam os elementos da criação, principalmente a água, elemento vital no antigo Egito.

Era executada em cerimônias presididas pelos faraós à beira do rio Nilo, para pedir ao rio que inundasse as terras em suas margens, possibilitando as plantações e as boas colheitas. Representa fertilidade. Nesta, as músicas são mais lentas e se utilizam movimentos sinuosos.     

O ritmo para a dança do Jarro deve ser o Maksoum ou em sua versão mais acelerada o Falahi.  Os gestos representando banho, brincadeiras e sede, aliados ao charme, aos passos simples e alegres e à felicidade de estar desfrutando desse rio fértil compõem a Dança com Jarro.

 figurino é sempre vestido até o pé com mangas compridas, geralmente estampados.

 
Snujs / Zagats / Zills

 

Os Snujs são instrumentos muito antigos com origem no antigo Egito.

Há países que não são de origem árabe, mas que também possuem a cultura dos snujs, como Grécia, Turquia, Índia.

Os snujs são instrumentos musicais, requerendo portanto, estudo , disciplina, bom ouvido e musicalidade para incorporá-los à dança.

As dançarinas que o conseguem são valorizadas desde a antiguidade.  

 

 
Raks el Shemadam - Dança com Velas

 

Raks Al Shemadan é o nome egípcio para o que conhecemos como a Dança das Velas (candelabros ou tacinhas).     Muito comum em festas de casamento ou aniversários, até hoje usa-se para celebrar a vida e a união entre as pessoas.   

 Durante as comemorações de um casamento, por exemplo, as velas simbolizam a luz que irá abrir e iluminar o caminho do novo casal.     

Muito comum no Egito, essa dança pode ter alguma relação com as tradições judaicas, que também tem o castiçal em sua simbologia.     

A proximidade dos países do Oriente Médio pode facilitar que traços culturais de povos diferentes se misturem, criando manifestações folclóricas cujas origens se tornem esquecidas no tempo, ou tenham explicações baseadas em “versões”.   

 Deve-se usar ritmos lentos como whad wo noz, samai, masmoudi e preferencialmente roupas clássicas ou vestidos para candelabros.

 

 

 
Dança do Pandeiro

 

A Dança do pandeiro é uma dança alegre, que remonta uma passagem histórica do povo árabe. Representa a época da colheita farta de frutas.  

Esta fartura transmite um sentimento de alegria e romantismo para o povo.     A bailarina, ao dançar, demonstra esta alegria em sua dança e "baterá levemente" com seu pandeiro em algumas partes do corpo, sempre no ritmo, com giros e chimmies que são bem vindos.   

 O Daff é um pandeiro árabe que tem o som diferente dos outros pandeiros. Por ser pequeno e fácil de lidar, pode ser usado pela bailarina, assim como os snujs, para acompanhar a música.   

As danças com instrumentos sempre são alegres e festivas. Os ritmos utilizados podem ser: Sadi, Malfouf e até mesmo Baladi, em uma proposta folclórica.     

Deve-se dançar com vestidos ou roupa tradicional com detalhes folclóricos. Uma dança de muita expressão e alegria.

 

 

 
Raks el Saif - Dança com Espada

Existem várias origens para a dança com a espada ou Raks el Saif:            

1 - Havia um tempo na história egípcia em que as dançarinas eram vendidas como escravas nas cortes ou como propriedades dos ricos.     

Costumavam dançar com espadas em batalhas. Não simulavam lutas nem desejo de disputar, mas delicadamente equilibravam a espada na cabeça dançando destemidas, expressando-se livremente debaixo da espada. “Você controla minha vida, segure a espada sobre minha cabeça, mas não controla  a minha alma."   

 2 - A dança da espada reflete toda alma de luta do povo árabe, sua disputa e dedicação pela terra amada.  É um número muito apreciado, onde a bailarina apresenta habilidades ao equilibrar a espada em diferentes pontos do corpo.   

 3 - Representa também uma homenagem à Deusa Neit – Deusa guerreira: Destruição de inimigos e abertura dos caminhos; Representa equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas.   

 É preciso muita graça , leveza e confiança nos movimentos e equilíbrios.   

 Não existe música específica mas geralmente se opta por wahd wo noz, Masmoudi, Samai, que possuem momentos lentos e de marcações.

 

 

 
Meleah Laff

 

Meleah Laf significa lenço enrolado. Esta dança foi vista unicamente no Egito, mais especificamente no subúrbio do Cairo, nos anos 20, onde surgiu uma moda em que as mulheres da sociedade começaram a usar o Meleah, grande lenço preto, enrolado ao corpo.     

Esta dança é uma teatralização ou caricatura das mulheres do subúrbio da Alexandria. É uma dança que deve ser fiel à caricatura que foi criada.     

Atitudes como rir bastante e brincar com o meleah são os pontos fortes, assim como dançar mascando chicletes (referência à goma de Miska), marca da descontração típica de subúrbio, daquelas mulheres descoladas, meio "sem-educação" aos olhos das pessoas mais "refinadas".   

 É uma dança cheia de estereótipos, em que é necessário charme e uma pitada de ousadia de quem a interpreta.     Utiliza-se vestido curto, colorido, chador (sempre de crochê) cobrindo o rosto, que também pode ser tirado no decorrer da apresentação.     As músicas escolhidas devem ser alegres, de preferência cantadas, podem ser simples (sem muita orquestração), e com andamento rápido. São usuais os ritmos “baladi” ou “malfouf”.

 

 

 

 
Dança com Véu

 

O véu na Dança do Ventre é como uma extensão da bailarina, de seus braços, proporcionando um ar de mistério, leveza e encanto. A dança com véu pode variar de acordo com a intenção e criatividade da bailarina: pode-se dançar com um único véu, com dois ou mais.     

Não é muito comum nos países árabes. É mais usado nos países ocidentais como o Brasil, Europa e Estados Unidos.      

Não há traje e nem ritmo específico para sua execução. Apenas recomenda-se evitar ritmos folclóricos e solos de derback. A música pode ser mais lenta ou mais rápida.     Esta dança exige habilidade pois pede deslocamentos e giros e pede para que este objeto cênico se movimente durante a dança.

Há um intenso trabalho de braços, portanto eles devem estar alongados para realizar movimentos amplos e belos. Lenda dos Sete Véus     

Sua origem é muito especulada. Uma antiga lenda babilônica que diz que a Deusa Ishtar descia ao mundo subterrâneo e permanecia lá por seis meses. A terra morria e nada nascia. Mas quando seu marido Tammuz descia para vê-la, nos outros seis meses do ano, a terra renascia e todos celebravam.     Ishtar, ao descer, passava por sete portais e em cada um deles deixava um de seus atributos: saúde, beleza, poder,... até chegar nua e indefesa como todos os mortais. Para cada portal atravessado pela deusa, a bailarina se despe de um véu. Para cada um executa-se um movimento diferente, sugerindo um sentimento, uma expressão.

 

 

 

 
Ghawazee

 

Nas cidades egípcias, até 1989, uma bailarina profissional era conhecida como ghazia (plural ghawazee). As ghawazee originais eram ciganas, maioria do sul da Índia, que antigamente denominava uma tribo específica. Na língua egípcia ghawazee quer dizer "invasores" ou "estrangeiros", (significando também "invasoras do coração").     Sabemos que os ciganos sempre foram vistos às margens da sociedade levando uma vida errante e se recusando a ajustar-se aos valores sociais, e por isso sempre foram hostilizados. Para chegarmos perto das ghawazee e acharmos o perfil de sua dança, é preciso observar mais de perto a trilha e a origem dos ciganos.

Todos os ciganos do mundo têm origem na Índia e possuem uma língua comum o Romany, a qual é baseada no Hindi.     As tribos ciganas originais deixaram a Índia no século V de nossa era em busca de trabalho para escapar da fome e das tribulações da existência. No auge da disseminação da dança das ghawazee, por volta de 1830, suas danças eram consideradas a melhor diversão de uma festa, porém Mohammed Ali governante do Egito, proibiu a dança em público, e as que tentavam burlar a nova lei eram expulsas do Cairo e mandadas para Esna.     Elas andavam em grupos, vestidos com saias rodadas, corpetes, flores nos cabelos, pintavam o rosto e os olhos, adornavam-se com pulseiras, brincos e colares. Vê-se também vestimentas com turbantes e lenços na cabeça.  Sua dança diferenciava-se pelo demasiado uso de movimentos grandes, marcações de quadril e ginga exagerada.  

A música sempre tradicional, com poucos e típicos instrumentos.

 
Dança com Punhal

 

Toda modalidade tem em si várias possibilidades e versões, a Dança do Punhal também tem suas várias versões.

1 - O punhal é originário das tradições ciganas e é incorporado à Dança do Ventre como um instrumento que exalta a força das energias do fogo contida nos movimentos da dança. É preciso que a música, instrumentos e bailarinas estejam em perfeita sintonia para a execução desta dança. As Ghawazees usavam o punhal como arma para se defender dos perigos e o utilizavam na dança para passar mensagens umas para as outras.

2 – Outra versão vem das mulheres Turcas, raptadas e aprisionadas pelo Sultão, em que eram levadas a lugares como Haréns, prostíbulos. Lá eram obrigadas a dançar e obrigadas a servir aos homens. Para assegurar sua proteção, enquanto dançavam tinham consigo seus punhais e o "desembainhavam" para se defender.     

De acordo com o que se quer representar, a coreografia, expressão, figurino, deve ser fiel ao contexto, transmitindo sofrimento, raiva, angústia ou força, lutando pela sua liberdade, integridade. Sempre forte, tensa, porém, sem deixar de ser feminina, tente traduzir a musica, através da emoção.     

A música pode ser lenta, intensa, como as utilizadas em espadas ou allabina, caso siga a linha cigana (pode-se dançar em duo).   

 A vestimenta da versão Turca consiste em um vestido de pano cru, ou de pano simples, branco, cores neutras em geral, na cintura uma faixa de tecido, renda ou cetim vermelho. Utiliza-se de cabelos soltos com um lenço amarrado ou trança. Atualmente, dependendo do contexto, utiliza-se vestidos ou roupa de dança do ventre mais moderna.

 
Dança dos Sete  Véus

 

Os chakras são centros ou pontos de energia que temos, alinhados da base da coluna ao topo da cabeça, os quais ativados restabelecem o equilíbrio entre o seu corpo e sua mente. Todos os chakras estão interligados com uma glândula do nosso corpo físico.

 

Com o stress e problemáticas do dia-a-dia, a tendência é fecharmos e “entupirmos” (como um ralo) esses canais energéticos, fato que pode causar inúmeros transtornos em nosso corpo físico e em nossa mente. Daí a importância de mantê-los sempre “limpos” energeticamente.

 

Os véus podem ser das seguintes cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, lilás, branco.

 

A vestimenta da dança do ventre, embaixo dos sete véus, deve ser preferencialmente de cor clara, suave.

 

1º Véu: VERMELHO: O véu vermelho está associado a Marte e ao chakra base, sua retirada significa a vitória do amor cósmico e da confiança sobre a agressividade e a paixão. Entra-se com o véu vermelho, com movimentos fortes de véu e quadris, como batidas e shimmies.

 

2º Véu: LARANJA: O véu laranja representa Júpiter e o chakra sexual, que dissolve o impulso dominador e dá vazão ao sentimento de proteção e ajuda ao próximo. O véu pode começar preso no tronco.

 

3º Véu: AMARELO: O véu amarelo representa o Sol e o chakra plexo solar , que elimina o orgulho e a vaidade excessiva, trazendo confiança, esperança e alegria. O véu amarelo pode começar cobrindo a barriga. O véu coordena com os movimentos de ondulações, oitos e redondos.

 

4º Véu: VERDE: O véu verde corresponde a Mercúrio e ao chakra cardíaco, que mostra a divisão e a indecisão sendo vencidas pelo equilíbrio entre os opostos. O véu pode ficar preso no bustiê. Executa-se movimentos de busto e braços.

 

5º Véu: AZUL: Vênus e o chakra laríngeo é o véu azul, a qual revela que a dificuldade de expressão foi superada, em prol do bom relacionamento com os entes queridos. O véu pode ficar no pescoço ou no outro braço.

 

6º Véu: LILÁS: O véu lilás, que representa Saturno e o chakra frontal, mostra a dissolução do excesso de rigor e seriedade, a conquista da consciência plena e o desenvolvimento da percepção sutil. O véu cobre o rosto como chador. Usa-se expressão de olhos, cabeça, tira o chador.

 

7º Véu: BRANCO: Finalmente a Lua e o chakra coronário estão associados à cor branca ou ao prateado (a união de todas as cores). A utilização do último véu mostra a imaginação transformada em pensamento criativo e pureza interior. O véu branco pode ficar na cabeça como véu beduíno. A bailarina retira o véu e o utiliza com movimentos de giros, ar.Os véus são retirados durante a execução dos movimentos, alguns deles a bailarina somente retira, enquanto outros realiza movimentos mais elaborados. A música deverá ser instrumental.A bailarina deve assumir uma personagem: a sacerdotisa em busca da sua verdade. O despertar de sua consciência, de sua força e poder, dentro do mais perfeito equilíbrio.

 
Raks El Nashar - Khaleege

 

O Raks el Nashar, Khaleege ou Halije em árabe significa “Golfo”. É uma dança típica do Golfo Pérsico e toda a região da Península Arábica (Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Emirados Árabes, Qatar e Bahrein) envolvendo também o Irã, Iraque e o Kuwait. Uma dança vista em festas de família (originalmente feminina, dançada em círculos).     Nessa dança a mulher usa uma vestimenta típica da região, o "Tobe al Nashar" ou Longa Túnica, sempre colorida e sempre ricamente bordada.     

A principal característica dessa dança são os movimentos de cabeça para utilização dos cabelos, sendo, também  rica em movimentos de mãos, braços, busto e ombros, tendo ainda como passo básico uma forma de arrrastar os pés (como se estivesse mancando) acompanhando o ritmo e utilizando levemente o quadril com acentos para cima.    

 É muito importante a expressão da bailarina, sempre dando a entender que é tímida sem chegar a ser ingênua, o mais feminina possível, as mãos delicadas, apesar de não se usar a mão clássica da dança do ventre.     

Os ritmos utilizados pelos músicos são: Soudi, Malfouf ou Ayoubi.

 

 
Tahtib

 

O TAHTIB (dança com bastão sem curva) possui características marciais, é um duelo em forma de dança no qual os homens demonstram sua força e virilidade.

 

A versão feminina (RAKS EL ASSAYA) é acerca da feminilidade e exige bastante destreza da bailarina, realizando movimentos graciosos, no qual o bastão ou bengala é utilizado como uma moldura para os movimentos corporais.

 

Essa dança folclórica é proveniente da região de Saaid, no alto Egito, por isso utiliza-se para dançá-la o ritmo chamado Said.

 

E para reforçar o caráter folclórico da dança utiliza-se vestimenta folclórica, cobrindo o ventre.

 
Percussão - Derback

 

Derbake ou Tabla é um instrumento de percussão imprescindível, pois é ele que marca o ritmo do resto do grupo musical. Antigamente, era feito de barro e pele de cabra e os músicos sentavam em cima dele momentos antes de tocá-lo, para aquecê-lo. Atualmente, são feitos de fibra e plástico.

 

Dança com solo de derbake simboliza a técnica mais antiga e enraizada da bailarina, um momento de êxtase, com fortes batidas e marcações.

 

Nos solos de percussão, a bailarina expressa através do quadril, o que é mais belo e tecnicamente oriental e primitivo.

 

É necessário o conhecimento dos ritmos árabes e muita precisão dos movimentos.

 
Zambra

 

A Zambra, ou Flamenco árabe é a fusão de movimentos de danças de povos nômades ancestrais. Para ficar mais claro, é só observar um pouco da formação etnológica da população da Andaluzia, anterior ao surgimento do flamenco: Tartésico - habitantes das cidades ao Sul da Espanha, estabelecidos principalmente na região do vale de Guadalquivir. São povos descendentes das dinastias egípcias, que viviam à margem do Nilo. De seus ancestrais herdaram à ligação ao mundo espiritual e à magia. Durante o século VII, as invasões árabes levaram à Espanha dois povos de diferentes regiões e culturas: os procedentes da ásia,região de Damasco (turcos - povos originalmente mongóis) e os bérberes (conhecidos por mouros), provenientes do norte da áfrica. Ambos introduziram seus costumes, dança e música ao povo andaluz, e também influenciaram com as tradições religiosas de seus povos, astradições maometanas, facilmente reconhecidas no cante flamenco.

 

As performances de Zambra são uma mistura de coreografias e improvisação. As danças de grupo e em duo são habitualmente coreografadas, enquanto as apresentações solo são improvisadas, e variam de acordo com a personalidade da bailarina e o seu estado de espírito. É uma dança que tenta, de alguma forma, recriar as tradições de danças com origem nos primórdios da civilização, mas dá abertura para que trabalhemos com o que deu origem a esta forma de dança, a fusão, ousadia, experimentação e criatividade.fonte: http://dancadoleste.blogspot.com.br/2008/10/flamenco-rabe-ou-zambra.html

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